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Tudo que você precisa saber para contratar funcionário remoto

Parece que mais complicado do que é, mas a contratação de um funcionário para trabalhar de casa merece sua atenção em alguns detalhes. Mas com certeza é possível contratar pessoas para trabalhar home office. Veja Tudo que você precisa saber para contratar funcionário remoto.

O modelo remoto é bom para ambos os lados

“Só sei que nada sei”, já disse o filósofo. No Brasil destes dias, a única certeza é a do incerto e da insegurança. E se os recursos humanos por trás das operações mais conservadoras andam nesse passo, que dirá as mais ousadas e progressivas?

Mas esta abertura está longe de ser pessimista. Nada disso. Se há algo de que precisamos agora é de uma boa dose de fé no futuro, em todas as áreas e com todo mundo fazendo um esforço para melhorarmos. Seja lá o que nos aguarde, pode ter certeza de que muito vai depender do que todos, governo e sociedade civil, formos capazes de fazer agora. Da nossa parte, o melhor negócio é insistir nos negócios e, com isso, nos fortalecermos cada vez mais.

Tudo isso é válido em especial para quem contrata e tenta fazer girar a roda da economia. Em tempos de pé atrás e muita expectativa, quem precisa crescer certamente encontra no modelo de contratação home office uma alternativa realmente interessante, com baixos custos, maior produtividade e uma cultura de compromisso crescente entre os fornecedores. Agora venha com a gente e compreenda melhor esse cenário à sua volta.

Um raio (quase) X do home office no Brasil

Existe um quê de mito quando se fala em home office. Muitas são as miragens de quem olha, digamos, de fora para dentro de casa. Essa espécie de voyeurismo acomete quem, naturalmente, passa o dia dentro de uma empresa. É muito comum que, desse seu ponto de vista trabalhar em casa pareça ser uma experiência no mínimo interessante e, no máximo… o máximo!
raio x do home office

Bem, mas então porque essas pessoas simplesmente não pedem as contas e vão para casa trabalhar? Ok, sabemos que nada é assim tão fácil quando se fala de trabalho, mas a questão é: por que tanta gente trabalha fora de casa? Não seriam suas fantasias sobre o home office suficientes para fazê-las ao menos tentar o modelo e experimentar algo novo?

Talvez a resposta seja realmente muito mais prosaica do que possa parecer. Talvez não haja mesmo mistério algum no fato de as pessoas preferirem a segurança à aventura… ou, dito de forma menos elogiosa: ao que tudo indica, o que a gente quer mesmo é segurança em vez de liberdade. Uau, que coisa forte ter escrito isso! Bem, não foi à toa. Senão vejamos.

A busca pelo trabalho home office cresce cada vez mais

As pessoas procuram esse tipo de posição na empresa pela quantidade de privilégios que trabalhar de casa oferece.
Seja para evitar perder tempo no caótico trânsito da cidade em hora do rush, seja ficar mais próximo dos familiares e, principalmente, dos filhos ou apenas pelo fato de ser cômodo. Mas a opção de trabalhar remotamente é cada vez mais atrativo.

Quantos brasileiros trabalham Home Office?

Menos da metade da população economicamente ativa. Mais ou menos 47%, para sermos um pouco menos imprecisos. Por falar em imprecisão, não se sabe exatamente o que faz, em casa, essa importante parcela da população. Não se sabe sequer quantas pessoas, nessa fatia, estão lá por serem empregadas ou empreendedoras.

O que o Ibope – responsável por uma pesquisa em parceria com Microsoft, no ano passado – arrisca é: a maior parte dos que trabalham em casa é de empreendedores. Mas, como dizem os pesquisadores, chega-se a esse dado (não deixa de sê-lo, mesmo impreciso) “por percepção” e não por amostra concreta.

Outro dado interessante obtido nessa pesquisa é a revelação de que a maior parte desses empreendedores só trabalha em casa por pura impossibilidade de abrirem um negócio fora de casa. Falta a eles o capital necessário.

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* Campo obrigatório

Assim é mesmo muito comum encontrarmos um sem-número de modestos empreendimentos domésticos, como pequenos salões de beleza, entre as camadas mais desfavorecidas da população. Atenção: muito comum não é o mesmo que exclusivo.

Home office como solução

Tomemos o caso de D.A., comunicador social formado e fotógrafo. Há quase três anos D.A., que mora no centro de São Paulo, foi demitido com uma porção de colegas, da redação onde trabalhou por outros três.

“Naquela tarde passou um passaralho” – nos conta D.A., referindo-se a um termo bem característico do meio jornalístico e que significa demissão em massa. De lá para cá, D.A. simplesmente cansou-se de te buscar outra colocação. “O que aconteceu ao mercado foi muito bizarro; as pessoas foram cortadas num dia para receberem um telefonema, na manhã seguinte, com uma proposta P.J. [Pessoa Jurídica, sem vínculo empregatício].”

Então o que fez D.A.? Não teve dúvidas: abriu um curso de fotografia digital na própria casa (que, por ser no centro, permite a ele e seus alunos muitos temas para lá de interessantes).

O que é interessante aqui para quem deseja contratar pessoas como o fotógrafo, é, além da nada desprezível marca de 47%, o fato de tanto ele quanto os demais trabalhadores podem (e querem) sujeitar-se a contratos de trabalho remoto, mesmo sem vínculo empregatício. O que essa gente (e você) precisa saber é quantos empregadores estão dispostos a contratá-los. Então vamos lá.

Quantas empresas oferecem esse modelo de trabalho?

Ok, não levantamos esse dado, até porque não existe nenhuma pesquisa confiável desse assunto. Mas, não precisa ficar bravo, vamos te compensar. Anote aí 14 importantes marcas – genuinamente brasileiras ou com importantes operações no Brasil – que adotam o modelo de trabalho remoto em parte das suas operações.

  1. Natura;
  2. Gol Linhas Aéreas;
  3. Magazine Luiza;
  4. Amazon (eles começaram em casa);
  5. CrazyEgg;
  6. TicketLog;
  7. Home Agent (sugestivo, hein!);
  8. 3M;
  9. Locaweb;
  10. Ticket;
  11. Philips;
  12. Partner Hero;
  13. DBI Global Software;
  14. American Express.

E lá fora?

Tem para todos os gostos. Afinal, qual seria a graça de ter internet se não fosse para a gente se internacionalizar, não é mesmo? Bora conhecer a concorrência lá fora (não se engane, ela vive de olho na mão de obra brasileira).

Pode-se dizer que centenas, talvez milhares, de empresas afeitas a operações internacionais mais parrudas se interessam por contratar profissionais em regime de home office remoto (ou teletrabalho, como se diz em juridiquês brasileiro para dar conta de quem trabalha para alguém, de casa, com vínculo empregatício).

Dell, Salesforce, Xerox, Adobe e SAP, além de inúmeras startups, estão entre os mais fortes concorrentes. Dentre os profissionais visados há de tudo um pouco, inclusive gerentes de projeto e executivos de contas! Ficou curioso? Excelente! É escolhendo a dedo suas dúvidas, dúvidas e tudo aquilo que mais te espanta que você vai voar mais alto e, tomara, contratar alguns homeofficer.

Então vamos dar uma bela olhada nas 29 empresas que mais contratam profissionais home based, de acordo com o FlexJobs (gugla lá!):

  1. Appen;
  2. Dell;
  3. Kelly Services;
  4. UnitedHealth Group;
  5. Kaplan;
  6. K12;
  7. Anthem, Inc.;
  8. Salesforce;
  9. ADP;
  10. BCD Travel;
  11. Humana;
  12. Xerox;
  13. SAP;
  14. Connections Education;
  15. Sodexo;
  16. Grand Canyon University – GCU;
  17. Nielsen;
  18. PARAXEL;
  19. VMware;
  20. Teradata;
  21. Adobe;
  22. Western Governors University;
  23. McKesson Corporation;
  24. American Express;
  25. Walden University;
  26. PPD – Pharmaceutical Product Development;
  27. EXL;
  28. CVs Health;
  29. HD Supply.

As matérias sobre o assunto você encontra, na íntegra, aqui e aqui.

E quanto ao crescimento do Home Office por aqui?

Para você que pensa em contratar funcionário remoto, é interessante saber como as franquias têm se comportado nos últimos tempos.

No final do ano passado a ABF (Associação Brasileira de Franchising) apurava crescimento de 8% no faturamento, apontando, como parte desse número uma elevação na contratação de profissionais remotos.

A chave para compreender essa tendência? Provavelmente você veio parar neste artigo com ela na mão: redução de custos em um momento de estagnação da economia brasileira e uma maior economia com encargos trabalhistas(não pagar vale transporte, por exemplo).

R.P., dono de uma imobiliária familiar, com sede na região de Pinheiros, há dois anos resolveu dedicar-se a um novo negócio: o lançamento de plataformas de negócios (que inclui produção de copies e realização de webnários on-line e edição de e-books). Em vez de repetir o modelo da família, resolver partir para o “faça você mesmo” com apoio de prestadores de serviços à distância. “Todos ‘frilas’”, segundo o próprio R.P..

Leia mais sobre franquias home office.

Tudo sobre contratar um funcionário remoto

Sem dúvida, se você começa empreendendo com menos custos previstos, o que dá para prever é maior probabilidade de fazer lucros na mesma proporção. Mas e quanto ao caso dos que preferem, ou precisam, contratar de acordo com as convenções previstas na CLT (Convenção das Leis Trabalhistas)?

O modelo é previsto em lei?

Para quem contrata, é preciso estar sempre atento à legislação trabalhista. É interessante saber, por exemplo, que há regulamentação para as relações de trabalho que configuram vínculo (facilmente configurado com base na frequência gerada pelo volume de trabalho que alguém demanda de outrem).

Em primeiro lugar, se você pretende contratar, saiba que o teletrabalho está tão previsto em lei como qualquer outra modalidade. No caso, você deve consultar as leis 13.467/2017 (“lei da reforma trabalhista”) e outra, mais específica, a 12.551/2011, que trata de reformar o parágrafo 6º da CLT, referente ao teletrabalho.

Para facilitar, transcrevemos a seguir um trecho de outro post aqui do Vida de Home Office, sobre o que diz a legislação vigente:

Em primeiro lugar, se você pretende contratar, saiba que o teletrabalho está previsto no parágrafo 6º da CLT (tendo, inclusive, sido revisto recentemente

Pois é, o home office remoto é sim regulamentado por lei. Isso significa que juridicamente quem o pratica está amparado, “[…] desde que, de forma preponderante, o trabalho se dê em casa (ou, ainda, em outro local distinto do fornecido pelo empregador). O parágrafo único do artigo 75-B da CLT explicita esta situação.

– diz o advogado Willian Alessandro Rocha, referindo-se aqui a um dos artigos da CLT revistos na chamada reforma trabalhista de 2017.

Esse artigo trata especificamente do teletrabalho (juridicamente, o mesmo que home office remoto), o qual diz, no artigo 6º da CLT, que trabalhar remotamente (em casa) é tão válido quanto trabalhar presencialmente (na empresa).

Vale comentar que esse mesmo artigo foi alterado pela Lei 12.551/2011, de modo a esclarecer, de uma vez por todas, que os meios eletrônicos (telemáticos) usados para trabalhar em casa são equiparáveis aos meios presenciais oferecidos em uma empresa. Para entender melhor, clique aqui.

Leia o artigo completo tudo sobre home office.

Como contratar funcionário para trabalhar remoto?

Para você que tem uma empresa e está pensando em contratar funcionário remoto, é importante se atentar com alguns detalhes. Vamos à eles:

Como oferecer uma vaga remota

Lembre-se de oferecê-la como benefício ao funcionário. Assim como outros benefícios que a empresa disponibiliza, o trabalho remoto também é uma oferta. Pode ser oferecida 100% home office ou então pode se oferecer uma vaga trabalho flexível, onde o funcionário pode escolher uma vez ou mais (depende do que você combinar) na semana para trabalhar a partir de casa. Mas não se esqueça que toda a equipe deve ter esse mesmo benefício.

Atente-se às políticas de Home Office no Brasil

Bom, a primeira dica que dou é: você deve considerar as novas leis trabalhistas no Brasil em relação ao teletrabalho ( como é chamado pelo Ministério do Trabalho no Brasil).

É necessário contrato de trabalho?

O ideal, sem dúvida alguma, é contratar funcionário remoto. E faça constar no contrato o termo “teletrabalho”. Além disso, é bom você saber que:

  1. O salário combinado não tem nada a ver com bens valores passados ao teletrabalhador para a consecução do trabalho;
  2. Qualquer gasto que ele venha a ter para a consecução desse mesmo trabalho é ônus seu (afinal o lucro também é);
  3. Não há o que falar em horas extras, já que por definição trata-se de modalidade de trabalho executado com flexibilidade de horários;
  4. Preencha a carteira de trabalho do teletrabalhador com o número de horas previstas e o valor do salário.

O que configura vínculo trabalhista

Na hora de contratar funcionário remoto, tudo o que configura vínculo empregatício entre contratante e contratado também configura vínculo trabalhista no home office. Assim se atente a esses detalhes:

  1. pessoalidade;
  2. Subordinação;
  3. Habitualidade;
  4. Onerosidade.

Devo ou posso oferecer espaço no escritório?

Pode, mas não deve. Se você contratou alguém para trabalhar remotamente, não é uma ideal confundir as coisas. Seja como for, para a lei vale o que está combinado por meio da carteira de trabalho de seu contratado.
É necessário oferecer benefícios
Aqui vamos facilitar: TUDO a que um trabalhador convencional tem direito será de direito do teletrabalhador – exceção feita ao vale-transporte, obrigatório apenas nas vezes em que ele tiver de ir à sua empresa.

Para saber mais sobre o tema da contratação, nada melhor que consultar os especialistas: aqui, aqui e aqui.

Forneço o equipamento ou proponho o ‘BOYD’?

BOYD – Bring Your Own Device, em inglês, ‘traga seu próprio equipamento’, é um método utilizado por algumas empresas para reduzir custos com manutenção.
Nele é o próprio funcionário (no caso, um teletrabalhador) que se responsabiliza por seus equipamentos – como celular e notebook, por exemplo. O que recomendamos? Que você consulte seu advogado sobre mais detalhes e combine bem com o seu funcionário como será essa relação.

E quanto aos cuidados com segurança da informação?

Nunca são demais. Por isso, vale a pena cuidar do que (e quanto) de informação será repassado ao teletrabalhador: senhas, dados contábeis, dados estratégicos etc.. Na prática, além de selecionar o envio de conteúdos, use senhas e, se sua atividade o justificar, mantenha sempre por perto um modelo contratual que o salvaguarde.

Muito bem, guardamos para o final três perguntinhas caprichadas (porque referentes a questões caprichosas). Vamos a elas:

Como oferecer uma vaga remota e onde divulgar?

Mergulhe nas redes sociais e busque por grupos. Alguns são bastante profissionais em sua gestão e permitem bom alcance, apesar de gratuitos. Às vezes você vai precisar da indicação de um amigo (fale com ele, que amigo é para essas coisas).
O grupo certo será, naturalmente, aquele que mais se aproximar das suas atividade, das atividades do profissional ou, em caso de feliz mas não rara coincidência, das experiências de ambos.

Entrevista remota? Ou será melhor cara a cara?

Bem, se você já está interessado em contratar alguém remotamente, o mais provável é que queira se decidir (ou não) por esse alguém remotamente. Entrevista remota, sinal dos tempos. É pecado? De jeito maneira! Só tem que ter o cuidado de não virar mania – a não ser que contato não seja algo assim tão importante para sua operação. Se não for esse o caso, fica uma sugestão de roteiro para contato:

  • Por telefone;
  • Por Chat;
  • Por vídeo-conferência (a forma mais indicada).

Ih!, sentiu que vai dar match? Epa, então é ora de se valer dos clássicos! Ei, que é que você tá fazendo? Deixa esse livrão para depois e anote comigo:

  • Entrevista com cafezinho.

Ficou alguma dúvida sobre contratar funcionário remoto? Se não, desejo boas contratações e até breve! 😉

Alexandre Nogueira é brasileiro, jornalista e especialista em comunicação esportiva. Possui ainda pós-graduação em Jornalismo Esportivo e especialização em marketing digital. Tem prazer em dar dicas de como trabalhar Home Office e ser mais produtivo. Ama jornalismo, cinema, viajar, escrever, o futebol e o Santos, não necessariamente nessa ordem.
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