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Empregabilidade do cidadão negro no Brasil: por que devemos falar sobre

Algumas pautas tornam-se polêmicas pelo fato de não as abordarmos devidamente. Um assunto como a empregabilidade do cidadão negro no Brasil é tema mais que vigente, e por isso falaremos sobre essa realidade neste artigo, propondo uma normalização e ainda uma maior abrangência deste diálogo.

Desemprego no Brasil

Que a situação da população brasileira quando o assunto é empregabilidade, vai de mal a pior, isso não chega a ser uma novidade. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, ressaltaram em dezembro de 2018 que o Brasil registra uma média de quase 13 milhões de desempregados. E este índice só vem crescendo neste primeiro semestre de 2019, que ainda nem se encerrou.

Mas, fica cada vez mais claro que para entender o todo, é necessário entender muito bem sobre todas as partes que o constituem. Uma realidade pode ser vista de diferentes perspectivas, e isso influencia o resultado destes dados.

Atenção aos recortes

Em assuntos de grande abrangência como este, onde falamos de amostras que contém muita diversidade, os recortes diante dos tópicos que estudamos e analisamos precisam ser levados em conta, e é necessário que seja assim até o dia em que não precisarmos mais distinguir (torçamos para que este dia chegue logo).

Por exemplo: Quando falamos do índice de desemprego na realidade do brasileiro, precisamos indispensavelmente falar sobre a questão da empregabilidade do cidadão negro no Brasil.

Empregabilidade do cidadão negro no Brasil

Sendo uma terra conhecida por sua população miscigenada, é importante levar em conta que mais de 50% desta população é negra, considerados pretos e pardos, e carrega não só os traços e boas heranças, mas também toda a parte decadente e triste da história deste povo no país.

Roteiro indesejado

Seguindo esta linha de raciocínio dos recortes, a falta de emprego atinge a população negra de forma ainda mais pulsante, uma vez que todo o histórico não colabora para a ascensão deste indivíduo em sociedade e isso, infelizmente, chega a ser fácil de constatar a olho nu.

Mais do que grandes pesquisas ou dados, a realidade que vemos nas grandes filas por procura de emprego, entre os moradores de rua, e em geral quando falamos da população mais marginalizada, é quase automática a predominância do cidadão de origem negra.

E esses índices não só nos trazem confirmações sobre situações históricas e culturais, que seguem sendo reproduzidas em solo brasileiro, como acabam sendo também uma amostra muito significativa desta cruel realidade.

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Longe das oportunidades

O movimento Todos Pela Educação, que analisa de forma ampla o quadro e as diferentes realidades da educação no Brasil, relata que os melhores indicadores seguem pertencendo à parcela branca da população, assim como os reconhece como os que frequentam o ambiente escolar por mais tempo.

Isso afeta não só a empregabilidade do cidadão negro no Brasil, como o futuro das gerações que dependem inicialmente destes que já tiveram seus direitos e oportunidades negadas, ou de acesso muito mais difícil, por conta de sua pele e da visão marginalizada que lhe é inserida pelos demais.

A educação nas escolas públicas, que consequentemente é a realidade disponível às condições econômicas desta parte da população é precária, e isso afeta o índice de desigualdade no país, porque tudo começa na educação.
O IBGE mostra que a taxa de analfabetismo é maior que 11,5% entre os pretos, 11,1% entre os pardos, e 5% entre os brancos. Os dados não mentem, e colaboram para a realidade que vem na sequência.

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Onde mora o perigo

Se muitos não alcançam nem mesmo a etapa de estudo inicial, esta defasagem segue sendo levada a diante nas demais esferas da vida, pontuando ao cidadão negro que, de alguma maneira, ele não se encaixa no modelo de sociedade que estuda, trabalha e busca suas próprias oportunidades.

E isso, além de crítico, é uma perigosa linha de raciocínio. Muito mais do que a cor da pele, falamos aqui sobre questões de sobrevivência e oportunidades diferentes dadas a seres humanos, iguais e únicos entre si.

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Preconceito? Presente!

Levar em conta os aspectos sociais e as perspectivas das quais observamos a realidade da empregabilidade no Brasil como um todo, no lugar de ignorar a relevância dos fatos históricos e comportamentos retrógrados, ainda muito presentes em sociedade, é essencial para nossa evolução e convívio.

Seja em uma sala de aula, ou em uma com muitos funcionários, a questão da diversidade de etnias ainda segue como um tabu. E a população de pele preta segue sofrendo com esta realidade e desigualdade. Como alguém que nem mesmo conseguiu concluir os estudos, poderá ser um bom profissional? Ainda mais sem experiência ou indicação prévia? É aí que o calo aperta, e isso vira um ciclo sem fim.

E tem mais: quando esse profissional consegue driblar os desafios, muitas vezes hereditários, ele ainda precisa provar ser melhor ou atuar de maneira ainda mais impecável do que qualquer outro, como se precisasse provar algo além de sua competência.

Abra o olho!

É importante olharmos para o lado e observarmos o que estamos fazendo nos mais diversos ambientes e como podemos contribuir para ampliar a visão de quem está ao nosso redor, infiltrando nestes espaços com interpretações e visões inclusivas.

Não falamos aqui sobre cotas, que acabam também se fazendo necessárias como reparo social em alguns casos, mas de darmos vez e voz a todos, tratando-os como semelhantes, pessoas com capacidades e potenciais iguais ou maiores do que os demais.

Empresas que já atuam com um olhar inclusivo, uma vez que este assunto/caminho não tem mais volta, já inseriram esta pauta da empregabilidade do cidadão negro no Brasil como tópico urgente e essencial, e isso vem se estendendo aos deficientes, transexuais e até mesmo aos métodos que facilitam e possibilitam uma mãe trabalhar, e ter o contato com seu filho recém-nascido no ambiente da própria empresa.

É claro que estamos falando de casos positivos, e que na realidade em geral o cenário é muito mais cruel, em principal para toda esta parcela marginalizada, mas é do pouco que conseguiremos atingir o muito. Toda boa ação, quando compartilhada, gera e desperta não só comoção, mas desejo de mudança entre muitos.

Dica Preciosa

Se você que está lendo é considerado um cidadão negro, acredite e busque os seus sonhos, por mais tortuosos que os caminhos pareçam, e nunca ache que é tarde. Grandes ideias surgem na necessidade de driblar grandes dificuldades. Busque suporte, mesmo que gradualmente, seja trabalhando em casa, seja produzindo algo de maneira artesanal, e também apoie os seus, esses laços de confiança também são muito importantes.

É claro que o discurso é mais bonito e fácil do que a prática, mas é essencial contribuir para reversão do quadro, sendo você negro ou não, afinal, e quando falamos sobre a empregabilidade do cidadão negro no Brasil, falamos da sociedade como um todo. Este tema trabalha não só a reinserção e normalização deste cidadão como indivíduo, mas trabalha a conscientização de humanidade dentro de cada um. Todos aprendemos e evoluímos juntos!

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Matheus Dantas, 26 anos, é formado como jornalista e atua na área da comunicação há mais de 5 anos. Apaixonado por arte e suas diversas formas de expressão, escreve por amor às palavras e pela conexão que elas possibilitam com o próximo.
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