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Saiba tudo sobre home office: as respostas para as suas dúvidas estão aqui!

Quer entender de vez o que é o trabalho remoto e esse nome americanizado que nós, brasileiros, adotamos para nos referir ao modelo de trabalho? Confira neste artigo tudo sobre home office e encontre as respostas para todas as suas perguntas relacionadas. Vem comigo entender melhor.

Trabalhar remoto é coisa séria

No Brasil e no mundo, ainda são relativamente poucas as empresas dispostas a flexibilizar suas rotinas de trabalho em favor da qualidade de vida dos seus colaboradores – por mais que elas aceitem a ideia do bem-estar dos funcionários como fundamental para o desempenho.

Isso não acontece à toa, o fato é que modelos alternativos, como o home office, nem sempre são produtivos e cada caso deve ser avaliado individualmente. Em algumas situações, o modelo pode gerar sensação de isolamento e decréscimo nas metas, em especial as mais subjetivas e que não demandam uma atenção imediata.

Teste diário

Além disso, o encantador assédio dos filhos, a tentação de ficar “só mais cinco minutos” na cama ou passear o cachorro, tudo isso pode se converter em obstáculos surpreendentemente difíceis de vencer, mesmo para os profissionais mais experientes e que já trabalham em casa há algum tempo.

Que tal entender como gerir o tempo? Confira nosso artigo com dicas para manter o foco no trabalho remoto.

Como você verá a seguir, quem faz home office tem de lidar com o enorme desafio de gerir o tempo (e outros recursos) em terreno minado – um ambiente repleto de delícias que, diferentemente do maravilhoso sofá na sala do seu chefe, estão ao alcance das mãos para um só propósito: serem desfrutadas. Para entender como lidar com esses e outros desafios, comecemos pelo princípio. Venha saber tudo sobre home office lendo

esse artigo!

Afinal, o que é home office?

Junção das palavras casa (home) e escritório (office), o termo guarda quase que literalmente a ideia de trabalhar em casa. A propósito, lá fora essa mesma ideia também é expressa com mais precisão pela sigla SOHO (Small Office and Home Office).

Seja como for, o espírito desse termo está no “office”, que sugere um modelo pensado primeiramente em dar conta do trabalho intelectual no âmbito das operações empresariais modernas, altamente competitivas, escaladas em nível transnacional.

Home office também nos remete a um tipo de ocupação laboral das mais antigas do ocidente. Bem antes da Primeira Revolução Industrial com suas máquinas a vapor e tecelagens, famílias inteiras se dedicavam à produção manual de todos os bens necessários à vida cotidiana, do pão aos sapatos.

Naturalmente todo o trabalho era realizado em casa e o conhecimento necessário para sua execução, transmitido de pai para filho. Ou de mestre a aprendiz, como no caso das primeiras guildas (associações de artesãos), típicas da Idade Média europeia. Elas também foram muito importantes para a colonização da América.

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* Campo obrigatório

Seja qual for o produto ou serviço que você oferece, de casa, de certa forma sua atividade se insere nesses 800 anos de história. Isso sim é que é tradição, hein!

Mais que uma tendência

De lá para cá, muita coisa mudou, particularmente graças à atual revolução nos meios de produção, distribuição e compartilhamento de conteúdos.

Aqui é importante notar a sutil diferença entre distribuir e compartilhar – você distribui os conteúdos que produz, mas é sua audiência quem os compartilha. Saber essa diferença é uma das chaves para compreender por que o home office ainda precisa brigar por um lugar ao sol e ser mais aceito entre as empresas, principalmente as nacionais, de pequeno e médio porte.

Home office é bastante aceito entre mercado de trabalho e colaboradores

Segundo dados do Ibope Conecta, coletados no ano passado, a maior parte das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros ainda passam a maior parte do dia longe de casa.

Muitos gostariam de fazer home office ao menos uma vez por semana. Alguns estariam mesmo dispostos a trocar um eventual aumento no salário por alguns dias trabalhando, como se diz, “de casa”. Foi o que apurou a matéria de Barbara Bigarelli, com informações de Rennan A. Julio, para a Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

37,2% dos brasileiros já fazem Home Office em algum momento

A tendência do modelo de trabalho já acontece principalmente nas grandes cidades e capitais do mundo.
Já no Brasil a porcentagem de pessoas que trabalham remotamente em algum momento corresponde a 37,2%. Mas ainda que uma grande porcentagem de pessoas faça home office em algum momento, não é sempre. Na maioria dos casos os profissionais trabalham a partir de casa.*

  • 37,2% – 1 a 2 vezes por semana;
  • 34,7% – menos de uma 1 por semana;
  • 16% – mais de 3 vezes por semana.
  • 11,6% – 2 a 3 vezes por semana.

*Dados da Catho.

A qualidade de vida é o mais importante

Um estudo sustentado pelas empresas de tecnologia Dell e Intel constatou que:

  • 45% dos profissionais que trabalham em casa no Brasil dirigem menos;
  • 52% passam mais tempo de qualidade com a família;
  • 33% dormem mais;
  • 49% têm menos stress.
  • E ainda, 54% acham que trabalhar em casa, em um home office, torna-os mais produtivos.

Empresas x trabalho remoto

Em um cenário de retração na atividade econômica e elevado grau de diferenciação de produtos e serviços, empresas em todo o mundo se veem desafiadas a:

  1. Agregar valor (oferecendo novas experiências de consumo);
  2. Aumentar a qualidade percebida – graças a medidores de eficiência;
  3. Inovar (tecnologicamente falando);
  4. Reduzir custos.

Tudo isso ao mesmo tempo, é claro. Repare que dois dos quatro objetivos acima mantêm foco no cliente, isto é: pelo menos metade do esforço de qualquer operação empresarial deve recair sobre a atração, o engajamento e a conversão –que está ao menos sugeridas nos itens 1 e 2. Pois é, nunca a palavra entrega foi tão determinante para o sucesso de qualquer empreendimento.

Home office ainda é tabu

A propósito, pensando em entrega pessoal, responda honestamente: você se contrataria?

Essas é apenas uma faceta de um só problema; ainda assim uma faceta que deve ser encarada por todo profissional disposto a viver as alegrias e dissabores do home office, seja como freelancer, trabalhador remoto ou empreendedor.

O importante é saber que, no final das contas, apesar das dificuldades há um imenso espaço para você crescer trabalhando em casa, e com amparo na Lei, como veremos mais adiante. Outra faceta é questionar…

Mas há muito mitos sobre o trabalho home office. Há mais pontos positivos do que negativos.  🧡

Quem é você na fila do home office?

A mudança não é simplesmente necessária para a vida. Ela é a vida”. Munido de ideias como essa, o escritor estadunidense Alvin Toffler previu, em livros como A Terceira Onda, todos os desdobramentos tecnológicos e comportamentais que fazem do home office um modelo capaz de minorar os custos operacionais das empresas com pessoal.

 

A questão aqui é: como você deve encarar o modelo como um meio para viver melhor. Uma boa ideia é começar a enxergar-se a si mesmo em meio a um considerável número de prestadores de serviços e desenvolvedores de produtos à disposição de um sem número de clientes. E acredite, todos eles querem saber não só quem você é, mas também o que tem a oferecer via web. Então olha a fila!

Até o INSS adotou home office para servidores. Leia mais sobre.

Tipo de Homeofficers

1. Teletrabalho

Você é um homeofficer mantido na folha de pagamento de uma empresa, em regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) ou PJ (Pessoa Jurídica)?

De acordo com o combinado, sua semana conta com pelo menos algumas horas de trabalho devotadas à empresa, porém em sua própria casa. Mas também pode ser que você trabalhe o tempo todo “de casa”, tendo eventualmente que comparecer à sede da empresa ou a eventos programados por ela em qualquer endereço.

Em termos jurídicos (O que diz a Lei?), sua modalidade é chamada de “trabalho à distância”. Para a Lei, pouco importa se você o realiza em sua própria casa, num café ou em um coworking. Advogados, engenheiros e consultores de todo o tipo fazem desse um modelo relativamente novo no Brasil.

Confira a lista de sites para encontrar vagas de emprego remoto.

2. Freelancer

Em tese, você é um trabalhador sem vínculo empregatício com os clientes que atende em trabalhos avulsos (ou “jobs”).

Portanto, além de ser competente na fabricação do produto ou na prestação do serviço que oferece, você também precisa ser hábil em gerenciar recursos (tempo, dinheiro, equipamentos próprios ou alugados), sendo capaz de cuidar tanto dos aspectos financeiros e fiscais quanto daqueles ligados aos processos (métodos, horários de trabalho etc.) e ao marketing.

Nesse caso, uma boa opção é formalizar-se como MEI (microempreendedor Individual), ou, de acordo com seus vencimentos médios mensais, como microempresário. Lembre-se de que você deve estar sempre pronto a emitir notas fiscais, especialmente em casos de concorrência pública ou privada.

3. Empreendedor ou microempresário

Assim como o freelancer, você costuma trabalhar no job a job (avulsos) ou num fee (contrato de mais longa duração que permite remuneração periódica, normalmente mês a mês; um fee não significa necessariamente trabalho por tempo indeterminado, como costuma acontecer com o homeofficer remoto).

Todos os cuidados sugeridos acima para o freelancer valem igualmente aqui. O que muda é que você já formalizou o seu negócio, seja como MEI, seja com microempresa. Entenda melhor aqui.

4. E o tal do nômade digital?

Essa fera trabalha onde estiver, atendendo clientes em qualquer lugar do mundo. Para ele, ou ela, basta uma boa conexão com a Internet, um excepcional cuidado com a agenda (devido à sua suposta mobilidade constante) e equipamento condizente com o tipo de serviço a ser prestado – de nada adianta viajar por aí com um note de 13 polegadas, equipado com um processador de 1.9 GHz. Sua mochila ficou inspirada? Então é melhor você ler isto.

Boa notícia: o trabalho Home Office é legal!

O home office remoto é um modelo de trabalho tão bacana quanto previsto em lei. Porém ainda há muitas dúvidas relacionadas tanto a ele quanto aos outros modelos – freelancer, MEI e microempresarial. Vamos às mais importantes:

O que diz a lei?

Pois é, o home office remoto é sim regulamentado por lei. Isso significa que juridicamente quem o pratica está amparado, “[…] desde que, de forma preponderante, o trabalho se dê em casa (ou, ainda, em outro local distinto do fornecido pelo empregador).

O parágrafo único do artigo 75-B da CLT explicita esta situação.” – diz o advogado Willian Alessandro Rocha, referindo-se aqui a um dos artigos da CLT revistos na chamada reforma trabalhista de 2017.

Esse artigo trata especificamente do teletrabalho (juridicamente, o mesmo que home office remoto), o qual diz, no artigo 6º da CLT, que trabalhar remotamente (em casa) é tão válido quanto trabalhar presencialmente (na empresa).

Vale comentar que esse mesmo artigo foi alterado pela Lei 12.551/2011, de modo a esclarecer, de uma vez por todas, que os meios eletrônicos (telemáticos) usados para trabalhar em casa são equiparáveis aos meios presenciais oferecidos em uma empresa. Para entender melhor, clique aqui.

Carteira assinada ou PJ?

Caso você seja contratado como celetista (de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas, a CLT), comece consultando o que diz a Lei.

Agora, se o empregador lhe oferecer trabalho com base em uma contratação PJ, keep calm e estude a proposta. Dependendo de como você se comporte como gestor de suas próprias contas (tanto as pessoais quanto as de sua empresa), pode ser um bom negócio.

Nesse modelo, o empregador o reconhece como outra empresa, e não como funcionário. Assim, comporte-se como tal: não havendo recolhimento de FGTS e INSS, cabe a você decidir o que fazer com os recursos que eventualmente “sobram”. Guardar ao menos 10% de tudo o que você ganha no mês a mês é, sem dúvida, uma boa ideia.

⚠️ Home office é para quem? Confira a (vasta) lista dos profissionais que podem trabalhar de casa .

Trabalhar de casa, do café ou do coworking?

De onde você quiser, desde que o local permita:

  • Boas condições para você se concentrar;
  • Boas condições físicas (ergonômicas, de iluminação, ventilação, termoacústicas etc.);
  • Boas condições logísticas (se você não tiver tempo para preparar sua comida, como vai “almojantar”?);
  • Boas condições financeiras: uma boa cafeteria, razoavelmente calma e com boa conexão à internet, pode ser uma opção interessante… mas você não vai passar oito horas trabalhando, à custa de uma xícara de café, vai?
  • Boas condições relacionais: comprovadamente a presença das pessoas a quem se ama faz um bem danado à saúde, mas não aos prazos; por mais duro que possa parecer (e é), você precisa aprender a isolar-se dos que ama fechando a porta, ou, se isso não for possível, combinando com a turma quais os limites para que você trabalhar em paz. Acredite, isso faz toda a diferença para não atrasar a entrega dos seus trabalhos e assim, manter os clientes sempre satisfeitos.

Enfim, o importante é ter seu espaço para trabalhar.

Rola um home sweet home office?

Ô se rola! Aqui também vale a dica: esforce-se para ser um bom gestor do seu próprio trabalho. Para render bem em casa é essencial garantir um espaço exclusivo para isso, nem que seja um cantinho. Aliás, já falamos sobre no artigo porquê é essencial ter um cantinho para trabalhar ao fazer Home Office.

 

Home office vs office: quem ganha?

Qualquer um dos modelos oferecerá a empregadores e colaboradores vantagens e desvantagens. É tudo uma questão de escolha – a ser definida, naturalmente, com base em critérios de avaliação consistentes.

Uma empresa afeita ao modelo presencial há muito tempo, seja familiar ou de capital aberto, provavelmente tenderá a manter esse modelo, em especial se estiver indo bem. Se não estiver, mandar parte de seu pessoal para casa, justo em um momento de crise, dificilmente sanará o problema, qualquer que seja ele.

Nesse caso, o contrário pode ser mais fácil de verificar. Em 2013, a Yahoo ficou especialmente famosa entre os profissionais de recursos humanos quando Marissa Mayer, executiva responsável pelo pessoal da empresa, deu um ultimato a todos os colaboradores remotos: ou voltavam aos escritórios ou pediam as contas.

Oficialmente a Yahoo alegou questões de cultura empresarial: segundo a Imprensa, à época, o real intuito da empresa talvez tenha sido reduzir custos com pessoal, e não retomar a interação presencial entre os funcionários, conforme alegou.

Mistura tudo

Em linhas gerais, o modelo misto (em que o colaborador cumpre parte da jornada no escritório, parte em casa) costuma agradar, gerando bom equilíbrio entre a satisfação de quem emprega e de quem presta o serviço.

Falando nisso, há vantagens para o contratante?

Pode haver. No que se refere às rotinas, o centro de decisão quantificará quais e quantos postos eventualmente deverão ser ocupados remotamente, a depender de diversos fatores como: propósito da empresa, estratégia de marca (como o departamento de marketing pretende fazê-la ser percebida por clientes e acionistas) e escala dos negócios. Considere os custos envolvidos sob dois aspectos, a seguir.

Fatores tangíveis

Imagine que determinada empresa decidiu abrir uma filial em outro continente. Isso impactará os custos com pessoal devotado a formar equipes, com a nova equipe e com todo o empenho no estabelecimento do território, sem contar o impacto gerado pela necessária estrutura física.

Acontece que toda estrutura física ganha em durabilidade quando pouco demandada. Assim, embutir os custos médios de depreciação de uma estação caseira pode sair mais barato do que arcar com os custos de depreciação da mobília do escritório.

Mais tarde, conforme a filial demostre capacidade de entrega, poderá finalmente contar com um endereço físico. Esse foi o caso da ONG Mercy for Animals, que abriu escritório em São Paulo em 2018, após dois anos de atuação no Brasil.

Um importante fator intangível

Além da redução de custos, outro aspecto importante no modelo misto é o ganho em autonomia, com recompensas tanto para o empregador quanto para o empregado – especialmente os que detêm perfil empreendedor.

Identificada logo no processo seletivo, a autonomia é característica dos líderes, podendo e devendo ser estimulada não só com promoções, bonificações e bons proventos, mas também com o reconhecimento da habilidade para gerir o tempo – o deles próprios ou o de eventuais equipes sob sua gestão.

Se você ainda está na dúvida se o trabalho remoto é para você confira nosso artigos sobre motivos para fazer home office.

E o que é preciso para gerir uma equipe remota

Bons líderes saberão montar e gerir equipes remotas com base em três ferramentas básicas:

  • Interação presencial, se possível nos processos de seleção e certamente em eventos recreativos (encarados como compromisso);
  • Rotinas telemáticas (via videoconferência, com agenda previamente combinada);
  • Uso de relatórios periódicos das atividades desenvolvidas.

Ainda há muito a aprender sobre processos, rotinas, métodos e, principalmente, valores. O que e como podemos fazer para tornar nosso dia a dia mais gratificante (com mais valor) é uma tarefa de todos, empregadores e colaboradores.

Seremos tão mais competentes nessa tarefa quanto o formos no reconhecimento de que vida e trabalho são as duas faces de uma só realidade.

Agora que você já conhece todos os aspectos da vida home office, que tal ver como é um dia trabalhando em casa? Está curioso para saber a “rotina” de um trabalhador do sofá? Então, leia esse depoimento e deixe o seu comentário ao final desse artigo.

Tudo sobre home office: a rotina de um profissional remoto

Para entender tudo sobre home office que tal entender a fundo como é a rotina de um profissional remoto? Entre a cadeira e o sofá, contamos como é um dia na vida do AN, colaborador do Vida de Home Office!

Terça-feira, 04 de junho de 2019:

Um dia de trabalho de AN, profissional home office
8h às 12h30 Post Vida de Home Office
12h às 13h Almoço;
13h às 18h Post Vida de Home Office + leitura de briefing + orçamento + envio
18h às 19h30 Pegar húmus com o Seu Valter + trocar vaso da Samamba + poda e rega
19h40 às 21h30 Minhocão (convidar Vanessa)

Este é um dia na vida de Alexandre, colaborador do Vida de Home Office há duas semanas. De modo algum trata-se de um dia típico. Apesar de manter uma agenda rigorosa (no word, pois se recusa a aprender o Excel), dias “redondos” como esse são raros. Que dirá com direito a transplantar e podar as plantas (Samamba é uma samambaia)? Com a palavra, o AN:

“Sou ‘frila’, então não tem essa de vida regular, rotina, essas coisas. Em 2015, por volta de março, logo no começo da crise, 50% da minha equipe foi demitida. Assim, de cara. Foram três anos trabalhando juntos no melhor dos climas. Acho que nunca dividi horas de trabalho com uma equipe tão azeitada. Embora não nos vejamos muito, continuamos gostando um do outro, declarando saudades mútuas, combinando cafezinhos que pelo visto jamais acontecerão outra vez. É a correria, vocês sabem.

Pra compensar, vira e mexe alguns de nós se trombam pelas internets, para resolver um jobezinho maroto que pinga – graças a Deus.  Aí aproveitamos pra reeditar nossas velhas piadinhas, trocar os mesmos sarros, adivinhando a piada bem antes do final, como naqueles programas humorísticos de antigamente, que funcionavam exatamente porque conhecíamos todos os bordões, de cor e salteado. É estranho pensar, hoje, em como aquilo podia funcionar tão bem. E funcionava! Como um relógio. Bem diferente da minha rotina de frila.

Na semana passada o Vida me passou quatro demandas de texto. Justo quando calhou de um dos amigos da minha antiga equipe também me demandar trabalho – uma licitação com prazo mais apertado que chinelo de gordo. A propósito, Gordo é meu apelido de infância. De infância e de família:

– Oi, Gordinho!
– Oi, Baiana (minha mãe)!
– Tudo bom?
– Tudo…
– Que barulho é esse?
– Ahn… nada, pera aí… Melhorou?
– Tá trabalhando?!
– É. era o teclado aqui.
– Nossa, vai amassetar o coitado, meu filho! A essa hora?! Você já não tinha entregado o trabalho?
– Esse é outro.
– Hum… Assim vai ficar rico!

Como diria Cazuza, ‘Só as mães são felizes.’ É verdade que, nas vacas gordas, o trabalho engrossa, a gente paga o aluguel, o mercado e, conforme for, até sobra algum para sexta da vingança (vingar-se da semana num gole é fundamental, que ninguém é de ferro). Tudo isso é verdade, mas “ficar rico”? Mãe do céu, que humor!

Mas, a bem da verdade, não posso reclamar. Prefiro semanas como estas, no contrarrelógio, a ficar à espera de um milagre. Ok, sou dramático. Organizando direitinho, a gente que é homeofficer freelancer pode levar uma vida interessante sim. O lance é decidir, logo no início da aventura, o que você quer: liberdade ou segurança. As duas coisas, num só pacote, pode – e deve – acontecer, mas não acontece assim, do nada.

Se tem uma coisa que aprendi ao longo desses quatro anos foi o amor pela agenda. Você pode até não conseguir cumpri-la à risca, dia após dia, como gostaria. Mas sabe, é como dizem os mais velhos: ‘o hábito faz o monge’. Além do mais, entre aquelas duas pílulas fiquei com a vermelha: Liberdade!, duela a quien duela, tipo Matrix. E lá vou eu noite a dentro, que a semana é curta e o trabalho, pesado. E quer saber? Eu não tomaria a pílula azul por nada neste mundo.

Enfim, home office é para todo mundo!

 

Adorei. Quero ler mais sobre Home Office

Escrevemos outros artigos que te ajudarão nesse modelo de trabalho que está cada vez mais famoso! Vale cada leitura! 😀

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Alexandre Nogueira é brasileiro, jornalista e especialista em comunicação esportiva. Possui ainda pós-graduação em Jornalismo Esportivo e especialização em marketing digital. Tem prazer em dar dicas de como trabalhar Home Office e ser mais produtivo. Ama jornalismo, cinema, viajar, escrever, o futebol e o Santos, não necessariamente nessa ordem.
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